quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Courrieros: Entregas sustentáveis inovam com praticidade e economia

   
Ecolivery Courrieros
   A Ecolivery Courrieros é uma empresa de logística urbana expressa, que utiliza bicicletas e outros modais sustentáveis como meio de transporte para realizar entregas sustentáveis. Todos os entregadores da empresa são atletas treinados para realizarem suas funções de maneira segura e rápida, sempre respeitando a legislação de trânsito aplicável.

    Todas as entregas são rastreadas, garantindo uma segurança maior ao cliente. Além disso, a bicicleta é muitas vezes mais rápido do que a motocicleta, sem falar que a cada quilômetro percorrido, a motocicleta emite, dentre outros venenos, 113g de CO2. 

  
  A sustentabilidade é o primeiro pilar da empresa, o que a torna diferente nas relações sociais, ambientais e econômicas. Atualmente, eles já possuem franquias em São Paulo e Rio de Janeiro e a expectativa é que com a conscientização gradual da população sobre benefícios dos serviços, eles possam oferecê-los para todo o Brasil em pouco tempo! 


   Pensando nisso eu realizei uma entrevista com o pessoal dos Courrieros para o Kinesis a fim de tratar de assuntos super importantes na nossa sociedade como sustentabilidade, mobilidade urbana, políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Confiram:
   

K: O ramo de entregas utilizando bicicletas está começando a crescer agora no Brasil. Como surgiu a ideia de investir nessa área aqui no país? Vocês se inspiraram em modelos que já estão sendo apresentados em outros países?

EC: A ideia veio a partir do conceito que já existia em Nova York, a Courrieros começou com o intuito de entregas rápidas e com o passar do tempo foi mudando e se adaptando ao mercado.

K: Como funciona exatamente este sistema de entregas? Vocês utilizam outros meios de transporte além das bicicletas?

EC: O sistema a gente consegue rastrear nossas entregas através de status, utilizamos motos elétricas e carros quando necessário.

K: Quais tipos de entregas vocês oferecem atualmente e qual o perfil dos clientes da empresa atualmente? O serviço é mais voltado para pequenas empresas e escritórios que necessitam de entregas rápidas ou há opções para outras pessoas que também queiram chamar os Courrieros?

EC: Temos 3 modelos de entregas: Ciclista alocado, E-commerce e Entregas esporádica. Os clientes em 95% dos casos são empresas e os outros 5% são entregas para pessoas físicas. 

Tipos de entregas ecológicas

K: Como podem ser avaliados pela empresa atualmente quesitos como sustentabilidade, comodidade, agilidade e segurança para o cliente e, além disso, diminuição no número de automóveis em circulação com os serviços oferecidos pela Ecolivery Courrieros? Pesquisas ou levantamentos têm sido feitos neste sentido?

EC: Junto com a cobrança enviamos a cobrança o cálculo de quanto de CO2 sua empresa deixou de emitir. Além disso a  forma mais nobre de se provar sustentável é sendo uma empresa certificada pela B-Corp, uma rede de capitalismo do bem pelo mundo. 

Sustentabilidade 


K: A Ecolivery Courrieros já está atuando em grandes metrópoles do Brasil, principalmente em áreas de grande movimentação, tanto de automóveis quanto de pessoas. Quais são os principais desafios que vocês enfrentam nestas cidades para fazer às entregas oferendo o melhor serviço aos clientes?

EC: O preconceito com a ¨bike¨. Não são todos que acreditam que a ¨bike" tem a mesma autonomia em entregas de curtas distâncias.

K: Quais medidas poderiam ser tomadas para facilitar o trabalho da Ecolivery Courrieros e de outras empresas do mesmo ramo e, ao mesmo tempo, difundir essa cultura de utilização de bicicletas como um meio de transporte aqui no país? Existem projetos que são bem-sucedidos em outros países e que poderiam ser implantados aqui no Brasil?

EC: Formalização do mercado de entregas.


   Vejam agora o vídeo oficial Entregas Ecológicas Courrieros, que explica um pouco mais como ocorrem as entregas e quais são os benefícios de recorrer a estas entregas: 





  Para quem quiser se informar melhor sobre os tipos de entrega oferecidas, valores estipulados, premiações recebidas pela Ecolivery Courrieros  por ser uma empresa sustentável, entre outros aspectos importantes sobre a empresa pode acessar este prezi: Courrieros Comercial.

    
Courriero realizando entregas
   


  Sigam os Courrieros nas redes sociais para terem acesso a mais informações e novidades da empresa e de assuntos relacionados a sustentabilidade e mobilidade urbana:










   Bom, kinesianos, como prometido anteriormente, este ano eu vou procurar estar abordando bastante temas relacionados a relação entre o meio ambiente e a sociedade.
   
   Hoje, eu trouxe uma entrevista super bacana com o pessoal dos Courrieros, que além de tratar de sustentabilidade, também é super interessante nos aspectos mobilidade urbana e novas soluções para o crescimento e desenvolvimento das sociedades. 

  Essa foi a entrevista do mês de agosto aqui no Kinesis. Eu espero que vocês tenham gostado. Comentem aqui embaixo o que vocês acharam da proposta da empresa, se já presenciaram ou presenciam algo do tipo onde moram ou em viagens e se vocês têm alguma outra ideia de solução sobre o assunto. Também deixem aqui nos comentários a opinião de vocês sobre as entrevistas que eu estou trazendo para o blog.

   Beijos e até breve! 🍂




sexta-feira, 21 de julho de 2017

A Casa Nômade pelo Mundo: 59 países a bordo de um motorhome

Glória e Renato no Chile 
   A repórter Glória Tupinambás, atual colunista da CBN BH e o fotógrafo Renato Weil decidiram pedir demissão de seus empregos depois de anos trabalhando em grandes jornais e revistas do Brasil e de muitos mochilões pelo mundo e desbravar as maravilhas dos quatro cantos do mundo junto com "A Casa Nômade": Uma casa sobre rodas que há dois anos é o único lar do casal.

      Os mineiros que já possuem os passaportes carimbados em 59 países dos cinco continentes como turistas profissionais lançam o segundo livro de viagens: A Casa Nômade pelo Mundo - Uma Viagem pelos Cinco Continentes.

    Kinesianos, incrível isso, não é? Mas sabem o que é mais legal nesse história? Os dois que já estão na estrada para novas aventuras toparam conceder uma entrevista super interessante aqui para o Kinesis, na qual eles falaram sobre as experiências, o primeiro livro, a nova viagem, os desafios, cultura, meio ambiente, dicas de viagens e vários outros pontos super interessantes! Confiram:


K: Quando vocês decidiram começar o projeto A Casa Nômade e percorrer os quatro cantos do planeta como turistas profissionais, quais eram os objetivos iniciais? Apenas para continuarem se aventurando e tendo estas experiências incríveis ou já tinham a intenção de relatar o que iriam vivenciar em livros e demais meios?       

ACN: Nosso objetivo ao viajar sempre foi levar a alma para passear, vagar em busca do novo e de sensações que só uma viagem é capaz de despertar. No início não tínhamos pretensão de sermos turistas profissionais, nem escrever livros, nem alimentar sites com dicas de viagem... Nada disso! A intenção inicial era apenas viajar e conhecer novas culturas.
Ao longo de doze anos juntos, nós viajamos por 59 países dos cinco continentes como mochileiros. Intercalávamos as viagens com o nosso trabalho como repórteres (primeiro do Jornal Estado de Minas e, depois, da Revista Veja) e sempre aproveitamos as férias e feriados prolongados para cair na estrada.
Mas, em 2012, decidimos tirar um ano sabático para dar a volta ao mundo. E quando estávamos viajando pela Austrália, alugamos um motorhome para percorrer a Costa do Pacífico. Foi aí que nasceu a ideia de trocarmos nossa rotina como repórteres pela vida nômade. Percebemos que as férias estavam pequenas para acomodar a nossa paixão por viajar e, ao voltar ao Brasil, decidimos montar nosso próprio motorhome A Casa Nômade e viajar pelas Américas como turistas profissionais.
Há dois anos e meio, fizemos das viagens a nossa profissão e alimentamos sites com dicas de viagem e turismo e produzimos livros de viagens para compartilhar nossas experiências.

K: No novo livro, “A Casa Nômade pelo Mundo – Uma viagem pelos Cinco Continentes”, vocês contam suas experiências em locais bem distintos do planeta aos leitores através das fotografias e relatos. São lugares com vários focos como natureza, sociedade e cultura. Qual desses aspectos chama mais a atenção de vocês na hora de escolher os destinos de cada viagem?

ACN: O planejamento é fundamental para o sucesso de qualquer viagem. Portanto, estudamos bem todos os potenciais e desafios de cada região antes de iniciarmos o trajeto e sempre pesquisamos todas as possibilidades, como atrativos naturais, aspectos culturais e curiosidades do dia a dia das pessoas do lugar. É difícil dizer qual aspecto chama mais a atenção, pois cada um tem seu valor.
O mais legal é estar abertos para viver experiências e se deslumbrar diante delas. Como por exemplo, assistir ao desprendimento de um iceberg nos campos de gelo da Patagônia (espetáculo da natureza), participar de cultos e ritos religiosos dentro de uma mesquita muçulmana na Turquia ou na Tunísia e ser espectadores de eventos culturais como uma tourada em Madrid, um casamento hinduísta na Índia ou um almoço em família no Nepal.

A Casa Nômade na estrada
K: Vocês já estão na estrada para a próxima viagem. Qual a rota programada dessa vez? Já há alguma ideia de futuro projeto para essas aventuras?  Vocês consideram a possibilidade de expandir o trabalho que estão para além dos livros?     



ACN: Nesse exato minuto (20/07/2017), estamos na cidade do Chuí (RS), nos preparando para cruzar a fronteira entre Brasil e Uruguai e iniciar uma nova expedição pelas Américas. Nossa meta é viajar com A Casa Nômade até chegar ao Alaska, em 2020. Até lá, vamos cruzar América do Sul, Central e do Norte. No primeiro semestre deste ano, percorremos toda a Patagônia Chilena e Argentina. Nos próximos seis meses, viajaremos por Montevideu, Buenos Aires, Deserto de Atacama (Chile), Salar de Uyuni (Bolívia), Machu Pichu (Peru), Galápagos (Equador) e Colômbia.
Em 2018, devemos cruzar para a América Central e vamos subindo bem lentamente até alcançar o Alaska.



K: Quais são os desafios culturais, financeiros, de infraestrutura e devido ao protecionismo no turismo enfrentados por vocês em território nacional e internacional como turistas profissionais?                       

ACN: O grande desafio é se desapegar das suas raízes e estar aberto a viver novas experiências em qualquer lugar do mundo.
No quesito cultural, temos que nos acostumar a novos hábitos e costumes, novos temperos e um novo jeito de viver. Mas esse desafio faz de nós pessoas melhores e mais abertas sempre.
E com o motorhome, temos o conforto de, todos os dias, ao fim de cada passeio, retornamos para a nossa casa, com nossos objetos pessoais, cama, banheiro, comidas... Tudo isso ajuda a amenizar a saudade e facilita nossa adaptação.
Com relação ao dinheiro, temos um planejamento minucioso das nossas receitas e despesas para evitar apertos. Temos um apartamento e um sítio alugado em Minas Gerais e esse dinheiro ajuda a complementar a nossa renda para vivermos na estrada. Além disso, nosso projeto com A Casa Nômade é patrocinado pela Mercedes-Benz, Ale Combustíveis, Macboot, Osprey, Saint-Tropez Eyewear, Fiero, Maxiclima, Alliance Truck Parts, Sicoob Centro-Oeste, Água Viva, Yeva Cosméticos e Marcel Philippe Jeans.

K: Sabemos que algumas ações humanas estão causando grandes impactos no nosso planeta, prejudicando diretamente e indiretamente os monumentos históricos e áreas de beleza natural.   Durante as viagens vocês já observaram algumas transformações nesse sentido? Reparam se medidas estão sendo tomadas para reverter ou amenizar estas situações?     

ACN: Para nós, o impacto mais expressivo da ação do homem sobre a natureza está na Patagônia, onde o aquecimento global provoca a redução da área dos campos de gelo e provoca catástrofes ambientais.
Na Amazônia também nos assustamos com o desmatamento que produz verdadeiras clareiras na floresta. Em Minas Gerais, é triste e assustadora a ação criminosa das mineradoras que destrói o meio ambiente e cidades inteiras na exploração de matérias-primas.
Na China, o maior assustador é o impacto da construção de hidrelétricas sobre a natureza. E na Indonésia, nos assustamos com o grande volume de lixo e rejeitos lançados ao mar. Esse lixo chega a se acumular em ilhas que antes tinham praias paradisíacas e hoje têm amontoados de entulhos e sujeira em suas areias.
E o mais triste é que não constatamos nenhuma medida real para solucionar esses problemas ou sequer amenizar os seus impactos.

K: Depois de já terem percorrido os cinco continentes e ainda continuarem viajando, o que mais chama a atenção de vocês quanto a cultura dos mais variados povos? O que é mais nítido para o casal de semelhante e diferente entre as sociedades?

ACN: Nosso primeiro livro de viagens se chama O Mundo em Minas e faz um paralelo entre a cultura dos 59 países que visitamos com a cultura de Minas Gerais. O mais legal é que viajamos pelos cinco continentes sem nenhuma pretensão de escrever um livro e sem aguçar o olhar para quaisquer semelhanças entre os lugares que visitávamos e a nossa terra, Minas Gerais. Mas, em uma dessas idas e vindas ao Brasil, o amigo e produtor cultural Dalton Miranda apontou para uma similaridade entre o Uluru (Ayers Rock), uma imensa rocha presente no outback Australiano, e um paredão de pedras na Serra da Canastra. A partir daí, ficamos fascinados com a possibilidade de buscar o elo que liga Minas à cultura de outros países. 
Ao perceber que imagens e flagrantes captados nos lugares mais remotos do mundo remetiam ao que há de mais arraigado na cultura de Minas Gerais, a necessidade de buscar um paralelo entre o local e o universal se tornou uma verdadeira obsessão. Com um mapa de Minas nas mãos, nós dividimos o estado em dez regiões e visitamos mais de 500 cidades. E aí, fizemos uma seleção das fotos a partir dos temas que apresentavam os paralelos mais curiosos, como folclores, crenças, ofícios, etc.

K: Mês de Julho é um período de férias para várias pessoas, inclusive os leitores do Kinesis. Como turistas profissionais, quais destinos nacionais e internacionais que marcaram muito o casal vocês poderiam sugerir para os kinesianos nesta época?

ACN: No Brasil, a melhor pedida para as férias de julho é a Serra Gaúcha, onde se consegue ver neve e lindas paisagens, como o Parque Nacional Aparados da Serra. Para fugir do frio, uma boa opção são os Lençóis Maranhenses e o trecho do litoral cearense conhecido como Rota das Emoções (Jericoacoara).
Na América do Sul, recomendamos Mendoza, capital dos vinhos na Argentina, que nesta época do ano convida os turistas a um passeio por vinícolas com a deslumbrante paisagem dos Andes ao fundo.
Na Europa, é bom aproveitar o verão para explorar regiões turísticas (Paris, Veneza, Londres e Madri) e também áreas menos lotadas, como o Leste Europeu, os Países Nórdicos, etc.
Os mais aventureiros podem curtir o Trem Transiberiano, que sai de Moscou em direção a Pequim em sete dias de viagem por lindas paisagens da Sibéria, Mongólia e arredores das Muralhas da China.
Na Oceania, as praias da Austrália e Nova Zelândia são ótimas opções para explorar de motorhome ou como mochileiro.



      Vejam agora um vídeo oficial sobre o que as pessoas vão encontrar no segundo livro:




    Para colocar esse sonho no papel, A Casa Nômade está uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse (www.catarse.me/acasanomade). 
   O objetivo dessa “vaquinha digital” é atingir a meta de R$ 35.000,00 para a impressão de 1.000 exemplares do livro.  

   Sigam A Casa Nômade nas redes sociais para acompanhar as próximas aventuras.



   Bom, kinesianos, eu espero que vocês tenham gostado. Eu particularmente adorei, achei incrível a história dos dois e a entrevista. Por hoje é só. Beijos e até breve!


quarta-feira, 5 de julho de 2017

"Terra": A especulação sobre a raridade

   Kinesianos, esse ano eu estou muito disposta a insistir em um tema que me agrada e ao mesmo tempo me preocupa muito: A relação entre o meio ambiente e a sociedade. Além das consequências disso a curto e longo prazo e o que pode e/ ou está sendo feito para mudar essa situação.

   Na publicação "Nosso planeta pede socorro e não é levado a sério" eu comecei a falar sobre esse tema e hoje eu quero continuar falando sobre um documentário incrível que eu assisti esses dias. 

   "Terra" é um documentário de 90 minutos de Yann Arthus-Bertrand & Michael Pitiot, produzido por Hope Production. A produção que está disponível na Netflix, possui um visual arrebatador e fala justamente sobre o que eu disse no início desse post, refletindo a relação entre seres humanos e natureza e como nós estamos nos perdendo em meio aos nossos próprios interesses, o que resulta em um afastamento cada vez maior do mundo que nos cerca.


Imagem oficial retirada do documentário
  O documentário começa de fato mostrando o surgimento na vida na Terra desde os primeiros seres vivos. 

 A narradora, que representa muito bem todos nós, seres humanos, conta a história das plantas, dos animais, sua evolução, sua necessidade de sobrevivência até chegar na nossa vez, na nossa história. 

  Até aí, a produção mostra com uma certa suavidade, que nos desperta interesse com suas belas imagens e a possibilidade de aprender mais sobre o assunto, como a natureza é uma grande dádiva e por si é muito inteligente.
   

Imagem oficial retirada do documentário

    À princípio a relação entre ser humano e natureza parece ser tranquila. O ser humano respeita a natureza.

   Depois de um certo tempo, nós homo sapiens sapiens (homem que sabe que sabe) percebemos que podemos ter o controle sobre a natureza e tirar proveito dela para as nossas necessidades e ambições. 

  Então tudo se transforma. Passamos da consciência para a inconsciência sobre a importância da natureza preservada para o mundo, para os outros seres vivos e, inclusive, para nós mesmos.

   Vejam agora um trailer do documentário:




   O documentário aborda algumas questões bem complicadas da sociedade atual por envolver vários interesses, principalmente econômicos. A exploração de animais para produzirem quanto e como nós queremos, no menor tempo e da forma mais lucrativa. Desmatamentos de florestas primárias gigantescas para a produção agrícola ou construção e expansão das cidades, culturas transgênicas, extinção de várias espécies, derretimento das calotas polares, aumento de gases tóxicos, dentre vários outros problemas.

   No final das contas, transformamos em especulação  a raridade da vida e brincamos com sua existência sem pensar nas consequências.     
     
Imagem oficial retirada do documentário
                                         Sabemos que nossa evolução está diretamente ligada com toda a existência na natureza e que tudo já existia muito antes de nós existirmos, mas temos fome, temos necessidades, ambições e a incrível e destemida sensação de poder sobre tudo. Por isso, fechamos os nossos olhos  e fingimos que nada está acontecendo.                                                                         
   Hoje alguns de nós ainda insisti em lutar pelo o que a maioria destruiu. Tentamos salvar as últimas espécies antes que seja tarde demais, antes que isso resulte no fim de tudo que conhecemos.  

 Animais começaram a se assemelhar com nós humanos. Se tornaram refugiados.  A diferença é que eles não tem para onde ir porque tudo depende única e exclusivamente da nossa decisão de permanência da existência deles ou não e, se sim, onde irá acontecer. Não interessa se não é seu hábitat natural ou não, se há espaço suficiente para isso.                                    
                  
   "Do entendimento entre pessoas pode surgir soluções para o futuro. Mas não há tempo. Não podemos mais demorar. Em 40 anos metade dos animais selvagens desapareceram. Estima-se que 60 mil espécies de plantes não existirão mais daqui até 2050. E há imprevistos. Como podemos proteger os últimos antílopes Saigas quando metade da espécie se extingue  em menos de um mês após um calor extremo? Poderemos erradicar a extinção dos últimos leões africanos atingidos por doenças novas até então desconhecidas? O ritmo é 100 vezes mais rápido que a taxa natural. Os fatores se combinam. Se adicionarmos a pressão do clima , tudo está reunido para desencadear a extinção em massa das espécies. Como não temer que depois de animais, plantas e outros seres vivos, o próximo da lista não seja o próprio homem? Então desta vez, fecharemos os olhos. De uma vez por todas."



  Bom, kinesianos, por hoje é só. Eu pretendo continuar em breve com esse tema "Meio ambiente e sociedade". Vou trazer exemplos bons e ruins, comentar notícias relevantes sobre o assunto e continuar indicando filmes e documentários com essa abordagem.

  Comentem aqui embaixo o que vocês acharam da publicação, quem já viu ou quem vai ver depois dessa publicação deixa aqui a sua opinião sobre o assunto e sobre o documentário e se tiverem sugestões para as próximas publicações podem falar aqui também. 

  Eu espero que vocês tenham gostado das publicações e quem ainda não viu eu super recomendo que assista porque "Terra" é um documentário excelente, que nos leva a uma reflexão imensa e incrível sobre o assunto. Lembrando que está disponível na Netflix! Quem quiser saber mais sobre a produção pode acessar o site Terra O filme, da Omega.
  
   Beijos e até breve! 🍂
    

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Evento cultural britânico-mineiro

   Kinesianos, junho já acabou, julho está chegando, mas o pagamento ainda vai ficar para o dia 5. Enquanto esse dia tão aguardado por todos nós não chega, eu vou dar uma dica de passeio gratuito para esse final de semana. 

  Neste domingo, dia 2 de julho,  das 9h às 17h, a Praça da Assembleia (Avenida Olegário Maciel, s/n - Santo Agostinho), recebe o "Reino Unido na Praça", um evento super bacana realizado pelo Minas Tênis Clube, que irá promover em um só local um encontro entre as culturas britânica e mineira por meio da música, da dança, da gastronomia e do esporte. 

   A entrada é gratuita mediante doação de 1kg de alimento não perecível ou produto de limpeza, que serão entregue em instituições assistenciais de BH.

   Entre os destaques da programação musical, estão shows de bandas covers do Rolling Stones e The Beatles, além da apresentação do coral  e da turma de jazz do Minas Tênis Clube, idealizador do Reino Unido na Praça. 
    

Evento Reino Unido na Praça: encontro das culturas britânica e mineira


   No dia estarão presentes o embaixador britânico no Brasil, Vijay Narasimhan Rangarajan, o cônsul britânico na capital mineira, Thimas Nemes, além de autoridades estaduais e municipais e dirigentes do Minas Tênis Clube.

Programação completa do evento:

 9h: DJ / barraquinhas de comidas e bebidas. 
9h30: Cerimônia de abertura. 
9h45: Apresentação do Coral do Minas. 
10h: Flashmob das alunas de jazz do Curso de Dança do Minas.
10h15: Apresentações esportivas 
Equipe Belo Dente/Minas e equipe britânica de judô 
Clínica de vôlei com atletas das equipes de vôlei masculino e feminino do Minas. 
Apresentação das equipes de ginástica artística e ginástica de trampolim do Minas. 
Clínica Minas Storm, com o time de basquete do Minas.
12h: DJ. 
13h: Show de abertura – banda Supernova (indie rock). 
15h: Show principal – banda Duovox (cover de The Beatles e Rolling Stones).




  Bom, kinesianos, por hoje é só! Eu espero que vocês aproveitem o evento. Levem a família, os amigos e boa diversão!
   Beijos e até breve!

https://www.facebook.com/blogKinesis















       

    quarta-feira, 28 de junho de 2017

    Epifanias diárias: Legado

       
      Era domingo de tarde. Meus olhos estavam vidrados no chão e eu tremia muito. A dor já me consumia por completo e era inútil ainda tentar reagir. Não era o fim que eu esperava ter, nem o que a vida me daria se estivesse seguindo seu curso natural. Mesmo inconformado eu sabia que não havia mais jeito, era apenas uma questão de tempo.
        Zonzo, confuso, ainda assim eu conseguia me lembrar vagamente do que havia acontecido minutos antes. Foi tudo muito rápido. Eu estava andando tranquilo, observava o mundo ao meu redor e acreditava, no mais íntimo do meu ser, que ele era realmente muito bom.
        Fui até uma casa, que eu já estava acostumado a visitar, e lá me ofereceram uma refeição. Quanta gentileza, pensei. Nós éramos muito diferentes, isso é verdade, tínhamos personalidades, pensamentos e jeitos de ver o mundo totalmente diferentes, então era muito bom saber que era sim possível superar as diferenças e viver em paz. Aceitei a comida de bom grado e foi aí que começou o meu inferno particular.
         Não durei mais do que alguns segundos de pé e caí. O ancião da família e um jovem adolescente vieram correndo, pensei que seria socorrido logo e ficaria tudo bem em breve. Ledo engano. Riam de mim e praguejavam a minha existência.  Eu já não estava em condições de entender e só clamava por misericórdia. Ainda assim, ergueram-me e  levaram para fora da casa.
         Agora estou aqui. No chão. Sozinho, no frio, jogado como um nada há sabe lá Deus quanto tempo. Para mim é uma eternidade. Algumas pessoas pareceram ter passado por mim - não sei se eu estava louco ou será que já havia morrido e nem sabia? O que eu sei é que ninguém me notou, parou ou ajudou.
       O velho amargo e rancoroso e o jovem sórdido de antes ainda vieram me ver. Com raiva, não acreditavam que eu ainda estava vivo. Senti a presença de uma mulher com eles. Com dificuldade consegui ver seu rosto, ela também me olhou. Tão fria – diferente dos outros, não esboçava nenhuma emoção ou reação – que naquele momento eu não sabia se era uma pessoa ou um robô. Mas já não fazia diferença.
       Voltei o olhar para a minha frente e lá eles ficaram vidrados. Ao fundo eu vi o sol se pôr, o céu ficar colorido. Ah, como eu gostava daquela cena! Se me restasse mais algum tempo ainda diria para alguém que o mundo é bom sim, vale apena acreditar e lutar por ele.
      Vi também duas imagens se formarem a uma certa distância. Mais uma mulher, distraída com seu celular, segurava pelas mãos uma menina. Uma garotinha linda, carregava com graça toda a sua inocência, que um dia daria lugar a fortaleza de uma mulher. Ela me fitava assustada, nesse momento já havia parado de andar. Era inútil sua mãe tentar convencê-la a voltar a caminhar.
       Resolvi que era com ela que eu queria consumar meu último sopro de vida. Olhei bem no fundo de seus olhos – sabia que mesmo com a distância isso seria possível, nós estávamos conectados naquele momento.
       Não, eu não vou te contar a minha história até aqui, não tenho tempo para isso. Muito menos irei corromper sua infância com a maldade dos humanos, contando como e o porquê desse meu fim. Sei que agora parece ser muito difícil compreender tudo o que está se passando, mas não tenha pressa, provavelmente nem eu sei direito.
      Você vai crescer algum dia, encontrar muitos como eu. Também terá o desprazer de encarar a maldade de frente e provavelmente, assim como agora, vai continuar assustada e sem entender.
       Infelizmente, nem todas as vidas são valorizadas, muito menos as mortes serão respeitadas. Sou um exemplo disso. Ser quem a gente é, tem um preço muito alto, quando se desvia daquilo que os outros gostam e esperam de todos.
       Minha mãe dizia que eu não deveria ser eu mesmo porque isso ainda me traria sofrimento. Eu fui pelo caminho contrário e não me arrependo. Eu vivi e fui muito feliz, acredite nisso. Senti que tudo valeu a pena e o mundo, ah, esse vale mais ainda. Não ponha a culpa nele.
       Lute pelo o que você acha certo e imponha com orgulho a sua existência, assim, como é. Porque você é perfeita, desse jeito. Eu desejo de todo coração que você seja muito feliz e tenha mais sorte que eu. Menina linda, no meu último sopro de vida, eu ainda ganhei como presente  poder te conhecer. Não te peço muita coisa, um dia eu garanto que você irá entender tudo. Hoje, só tenho um pedido: Carregue em seu peito o meu legado. Nasci gato e morri por ser quem eu fui.

    -Amanda Sousa







      Kinesianos, esse é mais um conto do "Epifanias diárias". Isso aconteceu realmente e eu procurei mudar o ponto de vista para que levasse todos a uma reflexão. Existem várias questões a se pensar.
       Comentem aqui embaixo o que vocês acharam do texto de hoje e se vocês estão gostando do "Epifanias diárias". A opinião de vocês é muito importante para mim.
         Beijos e até breve!